Online dating em tempos de Covid-19

A Covid-19 e a necessidade de isolamento social, como medida para evitar o contágio, trouxeram desafios em várias áreas, ao mesmo tempo que introduziram novas dinâmicas num conjunto de rotinas diárias. Neste quase mês de quarentena em Portugal, tem sido observável a transposição para ambientes digitais de atividades quotidianas, como fazer compras, frequentar ou lecionar aulas ou mesmo praticar desporto, para mencionarmos apenas algumas.

Nesta realidade de confinamento social, o recurso a soluções digitais reflete formas de o contornar, dando resposta a necessidades de relacionamento, seja numa perspetiva mais convencional, como ver ou falar com outros, ou numa mais criativa, como fazer festas, jantares ou dar/assistir a concertos. Aplicações como o Zoom, Skype ou House Party têm tido, ao longo dos últimos dias, uma presença constante no topo do ranking das aplicações gratuitas. Dados que complementam o aumento da procura de ferramentas digitais de trabalho, como referido no artigo do MediaLab CIES_Iscte “Portugueses e a internet na quarentena”.

No contexto de uma nova normalidade digital, e em específico no âmbito dos relacionamentos, não podemos esquecer as plataformas de online dating. Potenciadas pela lógica da sociedade em rede, conferem a oportunidade aos utilizadores de se distanciar das formas ou locais tradicionais de socialização, oferecendo não só variedade e multiplicidade de possíveis parceiros, como também um conjunto de promessas, baseadas numa gratificação instantânea, como pode ser constatado ao ler os claims das aplicações e como estas se apresentam.

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